Juíza Emanuela Porangaba aborda violência contra o idoso em palestra

A magistrada Emanuela Bianca de Oliveira Porangaba, da Comarca de Murici, palestrou sobre as diversas formas de violência contra o idoso, nessa quarta-feira (13), no Sesc Poço, em Maceió. O evento, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, contou com cerca de 500 participantes.

Durante a ação, a juíza falou sobre as violências mais comuns que ocorrem contra pessoas da terceira idade. “Tanto na capital quanto no interior, a violência psicológica, maus-tratos físicos de forma reiterada e a violência financeira, que consiste na retenção da aposentadoria do idoso, são as formas de violência mais comuns que surgem. Em alguns casos, o aposentado fica à míngua, totalmente vulnerável”, explicou.

Uma aposentada, de 86 anos, contou que já passou por algumas experiências ruins e que queria conhecer seus direitos. “Meu filho tem uma namorada que várias vezes chega em casa e me maltrata. Vim aqui hoje para procurar saber da juíza como faço para denunciar. Gostei bastante da palestra, estava precisando de uma orientação”, acrescentou.

Para a magistrada Emanuela Porangaba, a iniciativa tem muita eficácia na conscientização das vítimas sobre as agressões que sofrem. “Quase sempre o crime é cometido pelo próprio familiar e a pessoa demora a se dar conta de que aquele parente é um agressor. Então, quando num momento mais informal como esse, dessa fala aberta a todos, um agente externo vem e aponta a penalidade, esses idosos já começam a se identificar como vítimas e tomar as rédeas da própria vida, exigindo seus direitos”, pontuou.

A magistrada frisou ainda a importância da denúncia no combate a casos como esse. “O disk 100 é um dos mecanismos mais eficazes porque hoje o telefone é presente na vida de todos. A denúncia, que é anônima, é um instrumento muito eficaz porque o que se pretende não é saber quem denuncia mas sim verificar os fatos, quase sempre prevenir um ato de violência mais grave já que quando há a denúncia é porque algum tipo de violência já aconteceu”, destacou.

Ascom – 15/06/2018

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