Seris impulsiona educação no Sistema Prisional: mais de 400 cursarão a EJA este ano

A educação é uma ferramenta essencial para a formação social do indivíduo. Através dela, a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) têm oportunizado para os reeducandos do Sistema Prisional uma nova chance de traçar um futuro melhor, desenvolvendo-se como cidadãos e ampliando seus conhecimentos.

Atualmente, o sistema prisional disponibiliza três modalidades de ensino: Educação de Jovens e Adultos (EJA), superior e qualificação profissional. Este ano, 401 alunos foram matriculados na EJA para cursar o ensino fundamental e médio. Já a educação superior à distância tem alcançado cada vez mais reeducandos: trinta e seis estão matriculados em cursos de diversas áreas, como administração e gestão comercial.

Para a supervisora de Educação, a agente penitenciária Genizete Tavares, investir em educação no Sistema Prisional é garantir direitos. “É promover a melhoria da qualidade de vida na prisão e oferecer oportunidades de aprendizado, criando condições tanto na educação formal, como também na profissionalizante”, continuou.

Sobre a oferta de cursos profissionalizantes, 146 alunos serão qualificados, apenas este ano, pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Curso de massagista, pedreiro de alvenaria, pintor imobiliário, padeiro, gesseiro, pedreiro de revestimento em argamassa e encanador e instalador predial são algumas das ofertas deste ano.

Outra parceria importante neste quesito é com o Instituto Mundo Melhor, como destaca a supervisora. “Eles nos ofertam cursos à distância dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem on-line de média duração em cinco dimensões: Educação, Saúde e Bem-Estar, Informática e Línguas, Administração e Empreendedorismo e Governança Doméstica. Tudo isso visando promover mudanças de valores pautados em princípios ético-morais que os ajudem a permanecer em sociedade de forma digna”, disse.

Leitura que liberta

Além da educação formal, o projeto Lêberdade tem sido um importante diferencial na formação educacional no Sistema Prisional. Mensalmente, cerca de 40 reeducandas são atendidas pelo projeto que visa, através da remissão de pena, impulsionar a leitura na unidade.

Flaviana dos Santos já participou de 12 ciclos do projeto, ou seja, leu 12 obras literárias. Suas preferências vão desde romances a dramas e histórias de superação. Para ela, os reflexos do projeto já são sentidos no dia-a-dia. “Estudei até a 5ª série e graças ao projeto vejo que estou com uma escrita melhor, assim como a leitura e o vocabulário. Muitas aqui mal sabiam escrever e hoje conseguimos produzir textos inteiros. Além disso, temos o benefício da remissão da pena pela leitura”, disse.

Além do Lêberdade, a reeducanda participou de diversos cursos profissionalizantes, como de eletricista, recepcionista, informática e depilação. “Aqui na Fábrica de Esperança trabalho na oficina de filé, mas sempre que tem oferta de cursos eu procuro fazer. É importante se qualificar para o mercado de trabalho lá fora”, concluiu.

Em fevereiro, as reeducandas do Presídio Santa Luzia iniciam o primeiro ciclo de leitura de 2019.

Ascom – 07/02/2019

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